sexta-feira, outubro 17, 2008

A Festa do Chibo

Título: A Festa do Chibo
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: D. Quixote


Sinopse:
"Neste seu novo romance, o escritor peruano Mário Vargas Llosa debruça-se sobre a figura do ditador dominicano Rafael Trujillo, que esteve no poder durante 31 anos (foi deposto e assassinado numa conjura em 1961). Mas, como diz o autor em entrevista (Visão, 8/3/2001), este livro 'pretende transcender a figura de Trujillo para se transformar num romance sobre todas as ditaduras'. O título vem duma das alcunhas que o povo pôs a este ditador, que, como outros ditadores, cometeu as maiores atrocidades (conta-se que chegou a obrigar um dos seus súbditos a comer o próprio filho), mas também foi considerado uma espécie de semi-deus (e daí a sua perpetuação no poder durante tanto tempo). No romance, muito bem documentado, convergem três histórias: a de Urania Cabral (esta uma personagem inventada por Vargas Llosa 'porque não queria que o romance fosse contado apenas a partir do interior da ditadura', Visão, ibid.), uma mulher que regressa à República Dominicana nos anos 90, depois de uma ausência de mais de trinta anos, a dos conjurados de 61, e a das atrocidades de Trujillo."
Daqui


Comentário:
Muito bom! A minha adoração por romances históricos levou-me a devorar literalmente as letrinhas que compõem este livro.
A história do ditador Trujillo, dos seus justiceiros e das suas vítimas. Naquele país distante intitulado República Dominicana. Mas podia ser aqui ao lado. O "modus operandi" é semelhante em todas as ditaduras...
Brilhante o encadeamento da acção que me fez viajar numa mesma época, entre presente, passado e futuro. Arrepiante as descrições das torturas inflingidas aos opositores do regime. E aos simples inocentes, cujo único crime é ser da família do suspeito. Sufocante a caracterização das personagens, levada ao pormenor.

Um tema que nos deixa a pensar. Até onde pode ir o ser humano pelo poder e pela inevitável personificação divina?

4 comentários:

Pedro disse...

Nunca li nada do autor, mas cá em casa tenho para ler "A Tia Júlia e o Escrevedor".

Quando disseste que era um romance histórico, fiquei automaticamente interessado! =D Muito embora não seja a época que mais me entusiasma, mas gostaria de experimentar. Gosto quando as personagens se desenvolvem, e a tua interrogação deixou-me cativado.

*Catarina* disse...

Anda a imenso tempo para ler este livro. Após ver aqui a chamada de atenção para o livro e ler a sinopse e o comentário, sem dúvida que rapidamente o irei procurar para o ler.

*Catarina* disse...

Anda a imenso tempo para ler este livro. Após ver aqui a chamada de atenção para o livro e ler a sinopse e o comentário, sem dúvida que rapidamente o irei procurar para o ler.

Cristina disse...

Estou agora a lê-lo e até agora a adorar. Vim "dar uma volta" para saber mais sobre este autor, já que é o primeiro livro dele que leio, e deparei-me com este seu blogue. Muito bom e obrigado por partilhar.