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sábado, setembro 13, 2014

O Jogo de Ripper


Título: O Jogo de Ripper
Autor: Isabel Allende
Editora: Porto Editora

Sinopse:
"Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.
Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.

Comentário:
A minha Isabel a enveredar pelo policial.
Muito bem engendrado, com personagens apelativas e interessantes.
Um dos meus géneros preferidos.
Uma das minhas escritoras favoritas.
Daqueles que se lê de uma assentada...

domingo, maio 13, 2012

O Caderno de Maya




Título: O Caderno de Maya
Autor: Isabel Allende
Editora: Porto Editora

Sinopse:
"Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.
´Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer.´"

Comentário:
É um livro vertiginoso. Ao estilo próprio de Isabel Allende, com uma personagem montanha-russa que nos arrebata completamente. Alterna entre a vida calma de Chiloé e a loucura repentina de um passado sem fôlego. Faz confusão verificar que no fim da história a Maya só tem 20 anos e já passou por tanto. As drogas fazem isso, o tempo assemelha-se aos anos-luz do espaço. É o chamar viver intensamente...


sábado, maio 29, 2010

A Ilha Debaixo do Mar


Título: A Ilha Debaixo do Mar
Autor: Isabel Allende
Editora: Edições Inapa


Sinopse:
"Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela."


Comentário:
Sempre me fez muita confusão a existência da escravatura. A noção de que num passado não muito distante, existiram seres humanos considerados objectos é abjecta e repugnante. Se há direitos que prezo são o da liberdade, da autonomia, da independência. Que também são difíceis de concretizar no mundo actual, no mundo em que vivemos.

Este livro transmitiu-me uma sensação de revolta. A vida sofrida de Zarité, com o diminuitivo carinhoso de Teté, a ânsia pela liberdade dela e dos seus e ainda em paralelo a história da ilha de Saint-Domingue (actual Haiti) transportaram-me para uma época peculiar.
Gostei muito, como de todos os livros da Isabel Allende, que considero quase uma "amiga", tal a exposição escrita que faz da sua vida e a emoção que transmite nas entrevistas e nos discursos. É uma mulher que admiro muito. Tomara eu ter a coragem de romancear a minha vida e da minha família.
É realmente bom nascer em liberdade e com liberdade. Não damos valor a isso. Contudo, são este tipo de testemunhos que nos deixam a pensar na Teté e em todos os que passaram por tal desumanidade. Embora a noção de escravatura seja muito abrangente e até se possa reconduzir, no limite, a esta vida estereotipada na sociedade em que vivemos.

quarta-feira, abril 09, 2008

A Soma dos Dias


Título: A Soma dos Dias
Autor: Isabel Allende
Editora: Difel

Sinopse:

"Nas páginas deste livro, Isabel Allende narra com franqueza a história recente da sua vida e a da sua peculiar família na Califórnia, numa casa aberta, cheia de gente e de personagens literários, e protegida por um espírito: filhas perdidas, netos e livros que nascem, êxitos e sofrimento, uma viagem ao mundo dos vícios e outras a lugares remotos do mundo em busca de inspiração, juntamente com divórcios, encontros, amores, separações, crises matrimoniais e reconciliações.
Também é uma história de amor entre um homem e uma mulher maduros, que ultrapassaram juntos muitos obstáculos sem perderem a paixão nem o humor, e de uma família moderna, desgarrada por conflitos e unida, apesar de tudo, pelo carinho e a decisão de continuar em frente. Esta é a família que descobrimos em Paula e que descende dos personagens de A Casa dos Espíritos.
Uma obra emotiva e escrita no tom irónico e apaixonado que caracteriza a autora, na qual nos entrega a soma dos seus dias como mulher e como escritora."

Comentário:
É um livro diferente. Composto por memórias desconexas de gente viva e com ainda muito para viver. Numa lógica de lembranças instântaneas, tem capítulos curtos e uma cronologia própria. Sempre com o espírito da filha a sobrevoar, determinando e influenciando todo o seu percurso. Não é à toa que o início é a reunião de todos para lançar as cinzas de Paula na floresta.
A exposição é tremenda e a sinceridade assustadora. Duvido que conseguisse algum dia expôr a minha vida e a dos meus dessa maneira.
Gostei muito da noção de tribo, que comparo a algumas famílias portuguesas. Aliás, no livro "O meu país inventado", que fala sobre o Chile, as semelhanças com Portugal e os portugueses são notórias.
É um livro que se lê bem. E permite conhecer a escritora, os seus medos, as suas inseguranças, os seus sonhos, as suas superstições e claro está, a sua encantadora família. Espero que lhe tenha voltado a inspiração no dia 7 de Janeiro, dia em que todos os anos começa a escrever um novo livro...

quarta-feira, abril 04, 2007

Zorro, o Começo da Lenda


Título: Zorro, o Começo da Lenda
Autor: Isabel Allende
Editora: Difel

Sinopse:
"Tal como nas suas primeiras obras, Isabel Allende alterna fantasia e realidade para explicar como é que um jovem chamado Diego de la Vega, nascido na Califórnia, se converte na célebre personagem de El Zorro. Ao nível da lenda, a autora concebe-o como uma mistura de Peter Pan, Robin Hood e Che Guevara; na realidade, é um mestiço oriundo da Califórnia que tem genes índios e genes espanhóis, porque esse foi o tipo de pessoas que surgiram naquele local do mundo."

Comentário:
A história de um homem. Raro em Isabel Allende.
A história ficcionada da juventude de Diego de la Vega, mais conhecido por Zorro.
Bom de ler, fácil de percorrer.
Suave.

quarta-feira, março 21, 2007

O meu País Inventado


Título: O meu País Inventado
Autor: Isabel Allende
Editora: Difel

Sinopse:
"O Amor pelo Chile e uma grande nostalgia são a origem deste livro.
A presença contínua do passado, o sentimento de ver-se ausente da pátria, a melancolia por essa perda, a consciência de ter sido peregrina e forasteira: em O Meu País Inventado, Isabel Allende recolhe toda a emoção que isto implica, e transmite-a com inteligência e humor.
Analisado pelo olhar e pelas recordações da autora, o Chile torna-se um país real e simultaneamente fantástico, uma terra estóica e hospitaleira, de homens machistas e mulheres fortes, apegadas à terra. Mas, essencialmente, é o cenário da sua infância que aparece retratado: evocados com graça, aqui ganham vida de novo a sua original família, a casa dos avós, o cerimonial dos almoços, as histórias entrelaçadas, a do seu país e a sua própria, num tom intimista, de confissão autobiográfica poética."

Comentário:
Um cheirinho da vida de Isabel Allende. Uma perspectiva do Chile, país com características europeias perdido nos confins da América Latina. Parecido com Portugal. Gentes como a nossa...
Um livro suave, fácil de percorrer.

sexta-feira, março 16, 2007

Inês da minha Alma


Título: Inês da minha Alma
Autora: Isabel Allende
Editora: Difel

Sinopse:
"Inés Suárez é uma jovem e humilde costureira oriunda da Extremadura que embarca em direcção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado com os seus sonhos de glória do outro lado do Atlântico. Anseia também por viver uma vida de aventuras, vedada às mulheres na pacata sociedade do século XVI. Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre-campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta os riscos e as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile. Neste romance épico, a força do amor concede uma trégua à rudeza, à violência e à crueldade de um momento histórico inesquecível. Através da mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser tão ou mais surpreendente que a melhor ficção, e igualmente cativante."

Comentário:
Há poucos de que faço questão de ler tudo o que é escrito. Isabel Allende é uma delas.
Apesar dos temas que se esgotam e se repetem livro a livro: a mulher matriarca da família, dominadora geracional e símbolo do equilíbrio daquele núcleo, o homem a ver passar navios...
Mas também me surpreende. Acho que entrou numa nova fase, depois do Meu País Inventado.
Adoro o título deste em particular: Inês da minha Alma. Preenche-me.
E a história, com laivos de romance histórico - um dos meus tipos de livros favoritos - é deliciosa.
Gostei.