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sexta-feira, junho 03, 2011

O Sonho do Celta



Título: O Sonho do Celta
Autor: Mário Vargas Llosa
Editora: Quetzal



Sinopse:
"O Sonho do Celta baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem, amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo, revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance Coração das Trevas), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo defensor dos direitos humanos, como também o comprovam os relatórios que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente, no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte por traição e executado."


Comentário:
Estranhamente, custou-me ler este livro.
Tanto que demorei dois meses. Mas consegui acabá-lo. É forte e intenso, com descrições pormenorizadas no Congo e no Perú das atrocidades cometidas contra os indígenas. Com uma parte histórica um pouco enfadonha.
É um prémio Nobel com muito melhor publicado, como já referi neste blog...

sexta-feira, outubro 17, 2008

A Festa do Chibo

Título: A Festa do Chibo
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: D. Quixote


Sinopse:
"Neste seu novo romance, o escritor peruano Mário Vargas Llosa debruça-se sobre a figura do ditador dominicano Rafael Trujillo, que esteve no poder durante 31 anos (foi deposto e assassinado numa conjura em 1961). Mas, como diz o autor em entrevista (Visão, 8/3/2001), este livro 'pretende transcender a figura de Trujillo para se transformar num romance sobre todas as ditaduras'. O título vem duma das alcunhas que o povo pôs a este ditador, que, como outros ditadores, cometeu as maiores atrocidades (conta-se que chegou a obrigar um dos seus súbditos a comer o próprio filho), mas também foi considerado uma espécie de semi-deus (e daí a sua perpetuação no poder durante tanto tempo). No romance, muito bem documentado, convergem três histórias: a de Urania Cabral (esta uma personagem inventada por Vargas Llosa 'porque não queria que o romance fosse contado apenas a partir do interior da ditadura', Visão, ibid.), uma mulher que regressa à República Dominicana nos anos 90, depois de uma ausência de mais de trinta anos, a dos conjurados de 61, e a das atrocidades de Trujillo."
Daqui


Comentário:
Muito bom! A minha adoração por romances históricos levou-me a devorar literalmente as letrinhas que compõem este livro.
A história do ditador Trujillo, dos seus justiceiros e das suas vítimas. Naquele país distante intitulado República Dominicana. Mas podia ser aqui ao lado. O "modus operandi" é semelhante em todas as ditaduras...
Brilhante o encadeamento da acção que me fez viajar numa mesma época, entre presente, passado e futuro. Arrepiante as descrições das torturas inflingidas aos opositores do regime. E aos simples inocentes, cujo único crime é ser da família do suspeito. Sufocante a caracterização das personagens, levada ao pormenor.

Um tema que nos deixa a pensar. Até onde pode ir o ser humano pelo poder e pela inevitável personificação divina?