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domingo, abril 28, 2013

As Cinquentas Sombras de Grey


Título: As Cinquenta Sombra de Grey (volume I/II/III)
Autor: E L James
Editora: Lua de Papel


Sinopse:
"As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.
Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?!"

Comentário:
O primeiro volume podia ser o único...
Os restantes só serviram para um mais do mesmo, num rame-rame de sexo e posições sexuais.
As palavras que li não foram nada de especial mas porque mais que ridículo que pareça, acabei o livro com uma cultura de cama muito interessante.
E a probabilidade de uma rapariga virgem encontrar um milionário experiente? Nenhuma ou alguma. Mas face ao que tenho vivido, arrisco afirmar que tudo pode acontecer, nesta vida que nos prega rasteiras todos os dias, com um sorriso trocista nos lábios.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Maligna


Título: Maligna
Autor: Joanne Harris
Editora: Edições Asa


Sinopse:
"Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico - e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a.
Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria. E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século… mas o seu magnetismo não está certamente extinto.
À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundem-se; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue…"

Comentário:
Uma das minhas escritoras favoritas...
Leio tudo o que publica.
Achei piada a esta história apesar do vampirismo subjacente porque a Joanne confessa que se trata do seu primeiro livro. Que nem gostava muito dele. Que não queria reeditá-lo. Mas a pedido dos "seus" leitores, lá nos deu uma oportunidade de ler a maravilha que era na sua juventude.
É uma escrita ainda imatura mas revela já a grande escritora que escreveu o "Chocolate".

segunda-feira, setembro 17, 2012

As Serviçais



Título: As Serviçais
Autor: Kathryn Stochett
Editora: Saída de Emergência


Sinopse:
"Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela.
Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo."


Comentário:
It´s a lovely book...
Com um tema sempre actual - a segregação racial - num Estado conhecido nem sempre pelos melhores motivos, é uma forma criativa de abordagem. As criadas que criam os filhos de outras, que recebem um salário mas não são livres. Nunca são livres. Agrilhoadas ao preconceito, à mesquinhez e à cor da sua pele.
O irónico da situação é que os patrões, ou melhor, as mulheres dos patrões, ao deixarem os filhos entregues às criadas, sujeitam-se a que as mesmas cresçam com a cabeça cheia de histórias que moldam a sua personalidade e abrem caminho ao "daltonismo"...

quinta-feira, agosto 16, 2012

Um Dia


Título: Um Dia
Autor: David Nicholls
Editora: Civilização Editora

Sinopse:
"Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.
15 de Julho de 1988. Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabam o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um DIA."

Comentário:
Gosto muito deste género de livro... Porque acho ou pelo menos tenho a doce ilusão de que é muito realista. Bebe da vida dos homens e mulheres deste planeta. Género aquele filme em que a vida pode ter dois caminhos diferentes conforme se apanha o metro e vamos trabalhar ou perdemos o metro e voltamos a casa.
A Em e o Dex só ficaram juntos porque assim tinha que ser. Mas se optassem por prescindir do seu percurso de vida logo no início da idade adulta, não tinha resultado. A maturidade, a experiência com outras pessoas e o desenvolvimento das personalidades culminaram na percepção de que o amor está mesmo ali ao lado. Um amor de criança, amadurecido em barris de madeira de carvalho, para ser servido na ternura dos 40.
É desolador o fim. Simultaneamente ensina uma grande lição, podemos viver sem a pessoa que amamos e preservar a sua memória eterna. Demora muito tempo mas todos chegam lá.
Mesmo assim, continuam muitos cegos a deambular pelo mundo, com medo de arriscar e de pensar no que sentem durante mais de 5 minutos. Iam surpreender-se com as conclusões...

domingo, junho 17, 2012

A Máquina de Fazer Espanhóis


Título: a máquina de fazer espanhóis
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Alfaguara

Sinopse:
"Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo.
a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?"

Comentário:
A ironia que caracteriza este livro deixou-me mais triste que divertida. É uma escrita diferente, muito crua, uma confusão racional. Um estilo peculiar, que tem influência nos grandes.
O internamento num lar para aguardar a morte na velhice não tem que ser aborrecido ou deprimente. Como se escreve a determinada altura: "nunca eu teria percebido a vulnerabilidade a que um homem chega perante outro. nunca teria percebido como um estranho nos pode pertencer, fazendo-nos falta. não era nada esperada aquela constatação de que a família também vinha de fora do sangue, de fora do amor ou que o amor podia ser outra coisa, como uma energia entre pessoas, indistintamente, um respeito e um cuidado pelas pessoas todas." Confuso, não? Se calhar, não...
É um tema que me assusta. Por um lado, o dia-a-dia até morrer. Por outro lado, o medo do desconhecido, do que está para além, da dor física, do definhar lentamente. Como a minha avó sempre diz "para morrer, mais vale morrer bem velhinha e durante o sono." :)
Gostei da estreia...

domingo, maio 20, 2012

O Fim da Inocência



Título: O Fim da Inocência
Autor: Francisco Salgueiro
Editora: Oficina do Livro

Sinopse:
"Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas. "

Comentário:
É assustador. Confesso que li este diário num ápice, engolindo em seco e com visões catastróficas do futuro das minhas filhas quando adolescentes. Depois, respirei fundo e estou na expectativa. De que as mentiras mais graves sejam pedir pastilhas a outras pessoas quando eu não permito ou comer chocolates às escondidas deixando os papéis pela casa. Nem quero pensar em mais nada. Só posso dar o meu contributo com a minha presença, uma pincelada de valores e um crescimento tranquilo, sem fracturas de rompante ou desequilíbrios súbitos. Há que olhar para os filhos e conseguir vê-los...

domingo, maio 13, 2012

O Caderno de Maya




Título: O Caderno de Maya
Autor: Isabel Allende
Editora: Porto Editora

Sinopse:
"Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.
´Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer.´"

Comentário:
É um livro vertiginoso. Ao estilo próprio de Isabel Allende, com uma personagem montanha-russa que nos arrebata completamente. Alterna entre a vida calma de Chiloé e a loucura repentina de um passado sem fôlego. Faz confusão verificar que no fim da história a Maya só tem 20 anos e já passou por tanto. As drogas fazem isso, o tempo assemelha-se aos anos-luz do espaço. É o chamar viver intensamente...


domingo, fevereiro 05, 2012

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao



Título: A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao
Autor: Junot Díaz
Editora: Porto Editora


Sinopse:
"Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.

Comentário:
Foi um livro moroso de ler. Dois meses, nada normal. Mas como ando sem vontade de desistir, arrastei a leitura. E valeu a pena.
A ditadura de Trujillo continua a espantar-me pela sua crueldade. É uma memória eterna, de que os dominicanos não se livram, e que rege as suas vidas futuras porque há sempre um antepassado que passou numa "República" Dominicana carregada de maldade e perseguição.É engraçado a forma como o narrador encadeou as várias vidas que se cruzam, sempre com o dogma do fukú. Triste, violento e real. Cruelmente real.